segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Levado pelo vento - parte 1


Levado pelo vento: o que a vida Nele se parece ( parte 1)
Por Wayne Jacobsen
Fevereiro de 2007

Ele era um líder religioso que encontrou Jesus no meio da noite. Ele sabia que os milagres de Jesus eram prova de que Deus estava com Ele e ele queria ser parte desse reino.  Mas ele não tinha ideia do que seria pedido a ele.
Quem sabe Nicodemos queria umas instruções, novas regras que o deixariam viver como Jesus. Mas Jesus não lhe deu nenhuma coisa nem outra. Ele simplesmente disse que ele precisaria nascer de novo. Isso fez a cabeça do Nicodemos entrar em parafuso, pois ele tentava conceber como isso aconteceria, ele , um velho, nascer outra vez. Jesus com certeza sorria para ele nesse momento. Não era um novo nascimento físico que Nicodemos precisava, mas sim um espiritual. Ele já sabia muito bem como viver nesse mundo. Se ele queria aprender a viver nesse novo reino que viria ele precisava nascer do Espirito. Por que? Porque nada desse reino pode ser visto, perseguido ou alcançado pela carne, independente das intenções. É muito contrario a qualquer modo que nossa carne pensa ou age.
 O que mais me impressiona aqui é que não havia qualquer conflito entre a carne de Nicodemos e sua posição como líder religioso. Enquanto sua religião, até certo ponto, restringia os apetites carnais, também provia um jeito dele saciar outros, como cobiça por poder ou status. Mas o reino que Jesus estava trazendo era diferente. Nao foi oferecido a Nicodemos outra forma de performance, mas um jeito totalmente diferente de se viver. Para realizar isso era necessário nascer de novo no Espirito, que abriria seus olhos espirituais. Foi quando Jesus falou: O vento sopra aonde quer. Voce ouve o vento, mas não sabe de onde vem nem para onde vai. Assim são os que nasceram pelo Espirito ( Joao 3:8)
Eu entendo como o Espirito pode ser como o vento, não podendo ser definido ou controlado, mas o pensamento aqui é que aqueles que são nascidos do Espirito são assim, isso me cativou desde da primeira vez que li, ainda jovem.  Não lembro quem estava lendo ou onde seu estava, mas lembro como nesse dia essas palavras encheram meu coração com um ar de mistério e aventura. Toda vez, desde então, que eu escuto essas palavras no evangelho de Joao, isso reacende essa paixão de viver desse mesmo modo.

Nascido de Novo
Certamente ninguém deu muita atenção a essa passagem nos últimos 50 anos aplicando o termo “nascido de novo” a qualquer um que fez a oração do pecador, foi batizado ou aqueles que acompanham um estudo bíblico ao invés de algo mais liberal. O termo “nascido de novo” é comumente usado hoje em dia com o termo evangélico para validar uma porção do Cristianismo e questionar a fé de outros que não usam tal jargão. Nós pegamos um termo que Jesus usou para chamar as pessoas para seu reino no termo mais divisor entre os cristãos, prova de que erramos seu ponto completamente.
Se Jesus fosse definir seu reino por uma crença, esse foi o momento em que Ele o fez. Se Nicodemos visualizasse o reino por seguir certas regras ou sacramentos ou ensinando as éticas do modo de vida divino, Jesus teria dito naquela hora para ele. Jesus não estava redefinindo a religião do Velho Testamento, Ele oferecia um novo caminho de vida que era indefinido e incompreensível pela mente natural.
Nicodemos não precisava de novos princípios, ele precisava recomeçar sua jornada espiritual de novo. A religião que ele conhecia tão bem nunca chegaria a transformar sua vida. Nascer de novo significava que nas coisas espirituais ele precisava deixar para trás tudo que ele já conhecia e aprender a viver no Espirito. Jesus sabia que isso seria difícil para um homem tão cheio de religião, e o fato de Nicodemos ficar perturbado com o que Jesus disse comprova isso.
E assim é conosco. Quanto mais nos afundamos na atividade religiosa, mais difícil é ver o reino como ele realmente é.  Temos milhões de pessoas no mundo hoje que afirmam que nasceram de novo, mas não tem a mínima ideia de quem Jesus é ou como viver em sua realidade.  Ele dizem acreditar nas crenças cristãs, seguem éticas cristãs e praticam rituais cristãos, mas não sabem como seguir o vento do Espirito e ser transformado por Ele.
Nascer de novo é um processo que abre nossos olhos e corações para participar  de um reino que é além do mundo material, muito mais do que fomos ensinados a viver.







Seguindo o vento

Para ilustrar esse renascimento Jesus usou o vento como uma metáfora e descreveu 3 coisas que são verdadeiras:
Sopra aonde quer – Nenhum homem controla o vento. Mesmo com nossa avançada tecnologia é controlado por forças maiores que a influencia da humanidade. Tem vezes que nós gostaríamos que parasse ou soprasse em direção diferente, mas não há nada que possamos fazer.
Voce ouve seu som – Mesmo sendo invisível, nós podemos ouvi-lo, senti-lo na pele e ver seus efeitos no mundo ao nosso redor. Nós já presenciamos a uma semana atrás os ventos de Santa Ana sopraram a 25-30 milhas por hora, chegando a vezes a 50.Certa manha nossa rua estava cheia de lixo pois as lixeiras haviam sido derrubadas naquela noite.
Voce não pode dizer de onde veio nem para onde vai - Voce nunca se perguntou de onde vem todo esse vento e pra onde ele volta? Eu sei que ele alterna entre áreas de alta e baixa pressão, mas não sei dizer onde o vento que passou pelo meu rosto de manha vai parar à tarde.
Que excelente metáfora pra descrever o trabalho do Espirito. Ele é como o vento, soprando onde deseja, invisível mas todos notam e é verdade que ninguém consegue dizer o que Ele pretende cada dia. E mesmo sendo tudo verdade, ainda não era o que Jesus estava dizendo. Ele comparou o vento a todos que são nascidos do Espirito.
Isso e´ voce e eu! Aqueles que são nascidos do Espirito se movem por esse mundo como o vento. Eles vivem por motivações diferentes. Voce enxerga o impacto que essas pessoas causam, mesmo que não se consiga saber porque fazem o que fazem.
Pessoas assim costumavam em deixar maluco. Quando eu era pastor, me incomodava que alguns dos mais espirituais homens e mulheres que encontrei, não se encaixavam no programa como eu queria que fizessem. Não se interessavam por posições como membros, e rejeitavam convites dos nossos anciões. Talvez não fossem tão espirituais como eu pensava.
Acabei descobrindo, entretanto, que eles estavam é sintonizados numa frequência maior. Quando expressava minha frustação com algum deles, simplesmente diziam “ não sei se sei explicar, mas algum dia voce entenderá”.
Eu não gostava dessa resposta até o dia em que ouvi eu mesmo dizendo quase as mesmas palavras, anos depois, a um convite de um grupo de anciões.

(continua...)

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